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Alimentos industrializados mais saudáveis

Atualmente, o maior risco alimentar, na maior parte do mundo, não são os micróbios, mas os excessos alimentares sob a forma de calorias, açúcares, sal e gorduras. Somos mais de 1,6 milhões pessoas com sobrepeso em todo o mundo de acordo com o Dr. Barry Popkin, professor de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Carolina do Norte nos Estados Unidos, de acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, num universo de 95,5 milhões de pessoas acima de 20 anos há 3,8 milhões de pessoas (4,0%) com déficit de peso e 38,8 milhões (40,6%) com excesso de peso, das quais 10,5 milhões são consideradas obesas.

Devido a esse fato o Ministério da Saúde quer que a indústria de alimentos adote metas de redução de compostos como gordura e sódio(mineral que está presente no sal e, se consumido em excesso, pode levar a doenças como a hipertensão). De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a ideia é fechar um acordo para que as empresas produtoras de alimentos façam promoções de hábitos saudáveis entre os consumidores.

Não será uma tarefa fácil, no ano passado, a indústria de alimentos criticou fortemente uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que obriga as propagandas de alimentos com quantidade elevada de açúcar, sódio, gordura trans e saturada a apresentar uma mensagem de alerta com a indicação de que o produto oferece riscos à saúde caso seja consumido em excesso.

A medida começou a valer no fim do ano passado, mas uma liminar conseguida na Justiça pela Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) invalida a norma para 135 empresas que participam da instituição – a associação diz que representa 70% da indústria de alimentos no país.

Da mesma forma que os governos têm programas de prevenção de saúde extremamente bem sucedidos, como os de uso dos cintos de segurança e de combate ao tabaco, eles também devem olhar com a mesma preocupação para o avanço da obesidade no mundo e lançar programas relacionados à prevenção da mesma. Essa política de prevenção parece ser a única forma eficaz e economicamente viável contra o avanço da obesidade no mundo, uma vez que o tratamento desta doença impõe intoleráveis gastos aos países em desenvolvimento.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias

 


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