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Acidente Vascular Cerebral: Uma Corrida Contra o Tempo.

Apesar da leve queda registrada nos últimos anos, ainda é elevada a incidência da doença sobre a população brasileira. Em todo o País, o número de internações passa de 168 mil. Não é para menos, o derrame é a principal causa de incapacidade funcional no mundo e de morte por causas cardiovasculares no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC é responsável por 30% dos óbitos registrados no País. Especialmente em caso agudo, o derrame cerebral exige atendimento rápido para que as taxas de mortalidade caiam, mesmo assim deixa seqüela em cerca de 70% dos pacientes, algumas leves e passageiras e outras graves e incapacitantes, sendo as mais freqüentes: paralisias em partes do corpo, problemas de visão, memória e fala. A gravidade depende do local do cérebro afetado e da extensão do dano provocado.

Acidente traiçoeiro

O nome acidente vascular cerebral é bem apropriado: é reconhecido como um acidente por ser um acontecimento inesperado e que envolve sofrimento; é vascular, pois diz respeito aos vasos sangüíneos; e cerebral porque ataca as artérias que irrigam o cérebro. O AVC é mais traiçoeiro do que qualquer doença cardíaca, realçando que quanto mais rápido for a agilidade na chegada ao hospital, no atendimento e no diagnóstico mais chances de se controlar o distúrbio e, por conseqüência, minimizar as seqüelas que os coágulos possam provocar tornando as chances de o paciente sair ileso ou com seqüelas leves maiores. Isso vale para os dois tipos de AVC: o isquêmico, que é responsável por 80% dos casos de AVC é provocado por um  entupimento dos vasos cerebrais que pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas em uma artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de gordura originária de outra parte do corpo se solta e pela rede sanguínea chega aos vasos cerebrais)em que há interrupção do fluxo sanguíneo em uma região do cérebro pela obstrução de uma artéria por um coágulo; e o hemorrágico é caracterizado pelo sangramento no cérebro provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo, que se dá, na maioria das vezes, no interior do cérebro, a denominada hemorragia intracerebral. Em outros casos, ocorre a hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o cérebro e a aracnóide (uma das membranas que compõe a meninge). Como conseqüência imediata, há o aumento da pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Esse subtipo de AVC é mais grave e tem altos índices de mortalidade.

No AVC isquêmico o correto é iniciar o tratamento em até 60 minutos, contados desde a chegada à instituição, o medicamento utilizado nesse caso é um trombolítico, medicamento que dissolve o coágulo, normalizando o fluxo sanguíneo do cérebro. Até mesmo o cateterismo pode ser utilizado, pois qualquer que seja o meio de intervenção, a possibilidade de se obter um resultado satisfatório aumenta quanto menor for o tempo de interrupção do fluxo se sangue no cérebro. No AVC hemorrágico o tempo também é muito importante, nesse caso são utilizados medicamentos para controle da pressão arterial, monitoramento rigoroso em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e em alguns casos é indicada a cirurgia para a remoção do hematoma.

Fatores de risco

A maioria dos fatores de risco para AVC são passíveis de intervenção, portanto é possível se fazer um tratamento preventivo: a chamada prevenção primária. Entre os fatores de risco que podem ser modificados destacam-se: Hipertensão, Diabetes, Tabagismo, Consumo freqüente de álcool e drogas, Estresse, Colesterol elevado, Doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias, Sedentarismo e Doenças hematológicas.

Sintomas e sinais de alerta

Muitos sintomas são comuns aos AVC isquêmicos e hemorrágicos, como dor de cabeça muito forte, sobretudo se acompanhada de vômitos, fraqueza ou dormência no corpo, geralmente afetando um dos lados do corpo, paralisia (dificuldade ou incapacidade de movimentação), perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar, perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos. Outros sintomas do AVC isquêmico são tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação. Os ataques isquêmicos podem manifestar-se também com alterações na memória e da capacidade de planejar as atividades diárias, bem como a negligência. Neste caso, o paciente ignora objetos colocados no lado afetado, tendendo a desviar a atenção visual e auditiva para o lado normal, em detrimento do afetado. Aos sintomas do acidente hemorrágico podem-se acrescer náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, perda de consciência. Muitas vezes, tais acontecimentos são acompanhados por sonolência, alterações nos batimentos cardíacos e na freqüência respiratória e, eventualmente, convulsões.

Como é impossível saber quando chegará algum paciente com os sintomas da doença, o ideal é que a instituição tenha um neurologista disponível 24 horas, além de uma equipe treinada para atuar no procedimento do diagnóstico quanto no tratamento. Manter-se informado sobre hospitais que prestam esse tipo de atendimento é uma maneira de garantir a assistência adequada para o paciente com AVC.

Fonte: Informe Publicitário Grupo São Lucas Ribeirânia e

http://parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/301953/?noticia

 

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